4.7.09

A menina se perguntava porque suas mãos, seus lábios e seu abraço eram tão gelados, se ela sempre dava tudo de si. Os dedos chegavam a ficar duros, de tão frios, e queimavam como que congelados, tanto quando fechava-os em forma de punhos, tanto quando segurava outra mão.
Esperava que o calor viesse como por osmose, mas dela ele só fugia.
Temia a necrose de seu corpo.
Talvez ela não fosse feita pra isso. Talvez ela não fosse feita pra nada.
Pra nada?
Existia e coexistia. Como o vento.
De súbito,a menina levantou-se. Falou que ia, e ninguém ouviu (ou talvez digamos que isso eles não queriam), quando fechou a porta da sala, sentiu lágrimas queimando as bochechas.
Seu rosto ficou vermelho. Ela sorriu, levantou-se e foi-se embora.
Estava quente...
Dera um abraço em si mesma.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.