9.7.09

Aquele buraco em mim.. - aquele que eu tenho no meio do peito, que comprime minhas costelas e coração -nunca pareceu tão adequado.
Ele não era a ausência de um coração, e sim a repressão naquele gigante que eu tenho.
Nasci com defeito.
E nele, a metáfora de esmagar-me..
Eu tive aquele afago, aquele carinho daquele que eu admirei, mas quem eu nunca esperei.
E eu o apreciei.
Tomei-o pra mim.
E ele veio e fez-se meu.
Eu podia guardá-lo numa caixinha e chamá-lo de meu.
Meu, meu, meu.
Podia cantar isso por horas, e horas, e horas, e horas.
Mas eu dançava sozinha, e sentia tudo sozinha.
Ele não sabia do meu buraco, meu vácuo. E lamentava-me por amar alguém que não tinha coração.
Foi quando ele decidiu ir embora. Uma dor estonteante afogou-me.
Meu coração palpitava, amando.
sangrava de tanta lágrima que chorava.
Ele não podia ir embora, ele não podia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.