16.7.09

EU QUERO MATÁ-LO ,QUERO ARRANCAR-LHE O CORAÇÃO PELA BOCA, QUERO QUE ELE SE AFOGUE EM SANGUE, QUERO QUE ELE MORRA, MORRA, MORRA!

Ela fechou o caderno com tiras de folhas-trapo destroçadas pela caneta vermelha que ela acabara de tampar.
Levantou os olhos para os olhos de sua querida vítima e cruzou as pernas formalmente.
Quebrou um sorriso e desejou que ele explodisse em mil pedacinhos de papel-marchê.

14.7.09

Hoje eu vim.
Não pra descarregar no teus olhos mais e mais clichês.
Hoje eu vim pra talvez não dizer nada. Esperar que o silêncio fale por mim.
Que meus dedos falem por mim. Que meus olhos, que aquele meu abraço fale por mim.
Ultimamente tenho pensado em morrer. Tenho pensado em matar. Em roubar, roubar alguma coisa pra mim. Ou pra vocês. Qualquer um dos pecados capitais. Mortais. Vitais.
Não importa. Quero emoção, por mais débil que isso seja.
Talvez eu só precise de uma chacina e veias espalhadas no chão pra acalmar meus nervos.

E por favor dona, urgente, exijo minhas férias de verão num manicômio.

13.7.09

Apagaram-se as luzes. Literalmente. E é incrível como ela prefere o escuro coletivo.
Sentiu um vazio corroer-lhe os cantos mais obscuros da alma.
Ela nunca se interessa por alguém e sofre estando sozinha, mas há algo que a prende.


Coisas do seu coração.

12.7.09

Só pra constar:
isso dói.







dói muito.

9.7.09

Aquele buraco em mim.. - aquele que eu tenho no meio do peito, que comprime minhas costelas e coração -nunca pareceu tão adequado.
Ele não era a ausência de um coração, e sim a repressão naquele gigante que eu tenho.
Nasci com defeito.
E nele, a metáfora de esmagar-me..
Eu tive aquele afago, aquele carinho daquele que eu admirei, mas quem eu nunca esperei.
E eu o apreciei.
Tomei-o pra mim.
E ele veio e fez-se meu.
Eu podia guardá-lo numa caixinha e chamá-lo de meu.
Meu, meu, meu.
Podia cantar isso por horas, e horas, e horas, e horas.
Mas eu dançava sozinha, e sentia tudo sozinha.
Ele não sabia do meu buraco, meu vácuo. E lamentava-me por amar alguém que não tinha coração.
Foi quando ele decidiu ir embora. Uma dor estonteante afogou-me.
Meu coração palpitava, amando.
sangrava de tanta lágrima que chorava.
Ele não podia ir embora, ele não podia.

4.7.09

A menina se perguntava porque suas mãos, seus lábios e seu abraço eram tão gelados, se ela sempre dava tudo de si. Os dedos chegavam a ficar duros, de tão frios, e queimavam como que congelados, tanto quando fechava-os em forma de punhos, tanto quando segurava outra mão.
Esperava que o calor viesse como por osmose, mas dela ele só fugia.
Temia a necrose de seu corpo.
Talvez ela não fosse feita pra isso. Talvez ela não fosse feita pra nada.
Pra nada?
Existia e coexistia. Como o vento.
De súbito,a menina levantou-se. Falou que ia, e ninguém ouviu (ou talvez digamos que isso eles não queriam), quando fechou a porta da sala, sentiu lágrimas queimando as bochechas.
Seu rosto ficou vermelho. Ela sorriu, levantou-se e foi-se embora.
Estava quente...
Dera um abraço em si mesma.

1.7.09

Vazia. Aquela sensação agoniante de que sempre há algo faltando, de algum jeito, e de todas as formas.Ainda sinto saudades de mim. Da pessoa agradável e coerente que já fui um dia. Saudades dos sentimentos e pessoas que perdi para sempre;Estou levando um tipo de vida que sempre desprezei.Sóbria de dor. Um turbilhão de pensamentos socialmente inaceitáveis, guerrinhas sangrentas na alma, e um punhado de mentiras na bolsa.Agora as palavras correm de mim, como se eu pudesse machucá-las propositalmente, e eu não as consigo ter de volta.