25.5.09


Ainda sinto o cheiro da bebida na minha roupa
ainda observo a marca na minha mão
O sangue, o delírio.
É algo muito belo sobre auto-destruição e satisfação pessoal, embora eu ainda não saiba do que se trata, ou o porque eu deveria estar louca com isso.
O sangue escorre, livre e covarde, até enfim manchar o lençol azulado;
O delírio me sustentava, e mantinha minha mente e boca encharcadas.

22.5.09

Eles nos consomem como se fôssemos vermes
e cospem-nos de volta ao inferno que mais amamos
Não tente defendê-los, você sabe que estou coberta de razão
você me ferrou inteira, mas ainda posso ficar aqui,
deliciando-me
com sua burrice
em pleno vigor
Dê-me essa garrafa, e saia de cima de mim;
saia da minha casa, e dos meus devaneios
Porque o seu jeito clichê de tentar me satisfazer é ainda mais irritante.
mas eu preciso de você aqui, e me odeio por isto também
Pare de falar
E deixe-me umedecer seus lábios
com a vodca barata que bebi
E quando você for, eu vou ficar aqui, implorando
pra que seja devorado por formigas.

Eu não te amo, e preciso tanto desse seu delírio.